quinta-feira, 15 de outubro de 2009

UNDER THE INFLUENCE - AS VERSÕES ORIGINAIS DAS CANÇÕES COVERS DOS BEATLES


Direto do Blog do Pimentel para o Baú do Edu. Ontém, vasculhando o interminável (ainda bem!) BLOG DO PIMENTEL - o melhor site de tributos e covers dos Beatles, http://jbpimentel.blogspot.com/ - me deparei com essa verdadeira preciosidade! O discão UNDER THE INFLUENCE -THE ORIGINAL VERSIONS OF THE SONGS THE BEATLES COVERED. O nome já diz. Um álbum indispensável para os velhos fãs, para o novos, ou apenas apreciadores da boa música pop. É curioso ouvir essas gravações originais (algumas bem raras!) e observar como os Beatles eram espertos na escolha do repertório e estavam tão na frente do seu tempo. Espero que gostem como eu gostei. Abração!
Reproduzido do blog do Edu:
http://obaudoedu.blogspot.com/ que por sua vez reproduziu do blog do Pimentel:
http://jbpimentel.blogspot.com/
Obs: Na medida em que for encontrando novas covers (não oficiais) entrararão como bonus desta postagem. Caso chegar a 20 músicas, será feito um Vol.02, rs.

01- Anna - Arthur Alexander (Alexander) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=ihsfVEFvrxA (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=DVJwwLcV3KY (versão beatles)

02- Chains - The Cookies (Goffin/King) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=rpXtRHNeOfU
(versão beatles)

03- Boys - The Shirelles (Dixon/Farrell) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=-BFsRpjArwM
(versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=p1vn2TrfK2I (versão beatles)


04- Baby It's You - The Shirelles (David/Bacharach/Williams) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=Hy2CjtdrYb0 (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=r1zKL5rYShQ (versão beatles)

05- A Taste of Honey - Lenny Welch (Marlow/Scott) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=KlFURi20RrI (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=G-Dw9rbXExo (versão beatles)

06- Twist and Shout - The Isley Brothers (Russell/Medley) - Please Please Me (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=bAwED0fMRbw (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=Y0ZJd_9qmnQ (versão beatles)

07- Till There Was You - Peggy Lee (Wilson) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=YCbd6pxmVHY (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=qe5Y1ffaUjg (versão beatles)

08- Please Mr.Postman - The Marvelettes (Holland/Bateman/Gorman/Dobbins/Garrett) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=-nuEY6fQgzk (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=7EvefZ2imnQ (versão beatles)

09- Roll Over Beethoven - Chuck Berry (Berry) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=eDjYkCvjz6U (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=RDKC7IsTg8E (versão beatles)

10- You Really Got a Hold on Me - Smokey Robinson & The Miracles (Robinson) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=Y2EsZpobWJs (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=zs26kKHxjS4 (versão beatles)

11- Devil in His Heart - The Donays (Drapkin) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=4rO3KNb4A4A (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=ZX1Ixdic1mA (versão beatles)

12- Money(That's What I Want) - Barret Strong (Bradford/Gordy) - With The Beatles - (1963)
http://www.youtube.com/watch?v=Guvz2qHuD60 (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=spDg9WeKGSE (versão beatles)

13- Long Tall Sally - Little Richard (Johnson/Blackwell/Penniman) - Past Masters (1962-1966)
http://www.youtube.com/watch?v=z9ZMMECkdlQ (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=6ibeqQA2_Yw (versão beatles)

14- Slow Down - Larry Williams (Williams) - Past Masters (1962-1966)
http://www.youtube.com/watch?v=0OVASPr9KFo (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=HTdj_XBeaNA (versão beatles)

15- Matchbox - Carl Perkins (Perkins) - Past Masters (1962-1966)
http://www.youtube.com/watch?v=tASiMVVTU1k (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=ZIzvmqAAsNc (Carl Perkins ao vivo)

16- Rock 'n' Roll Music - Chuck Berry (Berry) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=XDNuxrzsuLE (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=Z0XXEjOHXYg (versão beatles)

17- Mr. Moonlight - Dr.Feelgood & The Interns (Johnson) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=0DkfeL2Rt8c (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=9g2cT5ngbwc (versão beatles)

18- Kansas City - Little Richard (Lieber-Stoller/Penniman) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=P1DdBBpGjuw (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=BJ2mdE3pF8A (versão beatles)

19- Words of Love - Buddy Holly (Holly) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=m-EQMCpoV8c (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=Ay8y8MctiOw (versão beatles)

20- Honey Don't - Carl Perkins (Perkins) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=0ohAlZhNTek (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=NzDxzMKnJ9M (versão beatles)

21- Everybody's Trying To Be My Baby - Carl Perkins (Perkins) - Beatles For Sale - (1964)
http://www.youtube.com/watch?v=ZDw0dWSrxlQ (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=8qY-apxDWYw (versão beatles)

22- Act Naturally - Buck Owens (Russel/Morrison) - Help (1965)
http://www.youtube.com/watch?v=JPXsBvMWFEs (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=zetbxcgUdeU (versão beatles)

23- Dizzy Miss Lizzy - Larry Williams (Williams) - Help (1965)
http://www.youtube.com/watch?v=KUn2Acm1yZw (versão original)
http://www.youtube.com/watch?v=ABiUOyrIje8 (versão beatles)

24- Bad Boy - Larry Williams (Williams) - Past Masters (1962-1966)
http://www.youtube.com/watch?v=6k1UBhrZQLA (compilação de um compacto de rockabilly)

BONUS

25 -
Shout - The Isley Brothers (Cavern Club Years)
http://www.youtube.com/watch?v=VL9xOLpwI0I (versão original)

http://www.youtube.com/watch?v=k5h4T_kfBcg (versão beatles)




PARA BAIXAR O DISCÃO, CLIQUE:
http://rapidshare.com/files/291120444/UInfluenceBeatles_o_bau_do_edu.blogspot.com.rar

domingo, 11 de outubro de 2009

O CONCERTO EM CIMA DO TELHADO - A última apresentação pública dos Beatles (1969)



A APRESENTAÇÃO:







Fazia um frio dos diabos em Londres na manhã daquele dia trinta de janeiro de 1969, uma terça-feira, por volta do meio-dia. A região onde funcionava o escritório da Apple Records, na área central, era conhecida por abrigar atividades comerciais como escritórios de advocacia, consultórios médicos, setores executivos de empresas, lojas de departamentos, bancos, entre outros. Desde o dia vinte e sete havia uma movimentação incomum de pessoas subindo e descendo do telhado do prédio de quatro andares onde estava instalada a gravadora dos Beatles. E também dos edifícios em frente, ao lado e aos fundos. Era a equipe do cineasta Michael Lindasy-Hogg trabalhando para viabilizar uma idéia de Paul McCartney, copiada na realidade de uma iniciativa pioneira da banda Jefferson Airplane e de dois loucos geniais, Jean-Luc Goddard e D.E Pennebaker.

Paul tomara conhecimento da filmagem de uma apresentação do Jefferson Airplane em novembro de 1968 no teto de um edifício em Nova York. A seqüência foi inserida no filme One A.M (American Movie), de Jean-Luc Goddard e D.E Pennebaker, dois cineastas com forte ligação com o rock and roll. A produção jamais seria finalizada, mas a seqüência onde o 'Airplane' toca a complicada canção 'The House at Pooneil Corners' deu o que falar atraindo na rua abaixo uma considerável leva de pedestres. A aventura acabou abortada pela polícia nova-iorquina. Num trecho do filme um policial 'brande' em direção aos músicos um exemplar do código de posturas, informando que o grupo não poderia estar tocando naquele local. McCartney achou a idéia fantástica para o fechamento do projeto Get Back/Let it Be. Talvez não imaginasse que a apresentação registrada no teto da Apple entraria para a história como a última realizada pelos Beatles.

Se a idéia original de tocar ao vivo num telhado não foi dos Beatles, que sirva como consolo que a repercussão foi muito superior à do concerto realizado pelo Jefferson Airplane. Todo mundo que tocou no alto de um prédio depois de janeiro de 1969 o fez inspirado na atitude dos Fab Four, indubitavelmente. Na última semana daquele mês já estava decidido que Get Back não seria mais um documentário de televisão. Ganharia o mundo através das telas de cinema. Também já havia sido tomada a decisão de que a banda não faria o que inicialmente se planejou: um documentário entremeado com cenas de um mega concerto nunca antes realizado, numa locação exótica. A idéia de tocar nas ruínas de Pompéia, por exemplo, surgiu nessa ocasião e foi veementemente 'rejeitada' por John Lennon e, sobretudo, George Harrison. Também se debateu a possibilidade do concerto se realizar no Roundhouse em Londres, mas a proposta também não avançou.

O clima, um mês depois do início das filmagens do que viria a ser 'Let it Be', não era nada bom entre os Fab Four. Deteriorava-se a relação entre John Lennon & Paul McCartney. E George Harrison chegou a abandonar a produção por quase duas semanas. Como é do conhecimento geral, a intenção de se promover 'a volta' dos Beatles ao modo mais simples de produzir discos e canções e que poderia ter desaguado no retorno da banda aos palcos do planeta, acabou servindo para consolidar seu fim.



O retorno de George Harrison, registre-se, foi decisivo para dar fim às filmagens do projeto Get Back/Let it Be. Depois da mini tour com Delaney, Bonnie and Friends ele desembarcou em Londres numa quarta-feira, dia quinze de janeiro e reuniu-se com os outros três para uma conversa a portas fechadas que 'durou' cinco horas. George avisou que estava pronto para deixar definitivamente o grupo. Ninguém replicou. O que ficou acertado nesse dia é que não haveria mais especial de televisão nem concerto ao vivo em nenhuma locação. Combinou-se também que o melhor do material produzido viraria um álbum de inéditas, desde que fosse devidamente lapidado nos estúdios. Apple estúdios. Para o restante das filmagens o material seria capturado na gravadora própria da banda. Por incrível que pareça somente a partir desse dia é que tudo o que fora gravado com pretensões de exibição televisiva passou a ser tratado como projeto para o cinema. Isso em parte explica o festival de erros e equívocos de edição do filme Let it Be, abordados - como os internautas mais atentos sabem - em duas revistinhas virtuais anteriores desta coluna.

A idéia de tocar ao vivo no telhado para fechar o filme surgiu nesse turbilhão. George, John & Ringo também tinham acompanhado as notícias da controvertida apresentação do Jefferson Airplane quase um ano antes e se posicionaram favoráveis. John & Paul achavam - e nisso concordavam plenamente - que a apresentação num local exótico e não anunciado em pleno horário de almoço funcionaria como diversão gratuita para os trabalhadores das redondezas. Sem falar que a reação deles poderia render muito para os flagrantes que as câmeras iriam capturar. Mas o 'rooftop concert' não se realizaria totalmente sem restrições. George Harrison deixou claro que não tocaria nenhuma de suas músicas. Novas ou velhas.

Ao mesmo tempo Michael Lindsay-Hogg corria contra o tempo para viabilizar a aventura de tocar no telhado da Apple em termos técnicos. A primeira providência dele foi assistir às pressas com sua equipe, trechos da filmagem de One A.M (American Movie) aquele que uniu Goddard e Pennebaker. Visualizando-se uma produção e outra é possível observar que Michael copiou alguns planos e contra planos utilizados pelos colegas mais famosos para documentar a apresentação dos Beatles. Espalhou câmeras pelos prédios vizinhos, preocupou-se com a iluminação natural por considerar o mau tempo daquela ocasião em Londres e estava interessado no maior número possível de material que pudesse produzir para a futura edição final.

De maneira prosaica para os dias de hoje, Lindsay-Hogg também espalhou técnicos com câmeras e gravadores de áudio Nagra pela calçada defronte ao edifício da Apple para capturar o som ambiente e possíveis reações do público. Como se vê no filme, passantes foram entrevistados enquanto o som rolava lá do alto, sendo capturado com muito eco de forma distante pelos microfones acoplados aos Nagra no solo, quatro andares abaixo. E lá em cima? Lá em cima os Beatles foram instruídos a ocupar pequenos espaços 'demarcados' com fitas crepe, coladas às tábuas que foram estendidas sobre o piso do teto, uma medida para 'encorpar' um pouco mais o som da banda. A filmagem trabalhou com quatro câmeras no teto gravando direto, seguindo o sistema adotado nas tomadas em Twickenham e nos estúdios Apple.




Apesar da fama e da importância dos Beatles, a produção de Get Back não utilizou sequer uma grua para fazer imagens aéreas da frente do, digamos assim, 'palco' onde a banda tocou. Dada a ausência desse equipamento - e do pequeno espaço lá em cima - não foi fácil capturar imagens frontais. Alguns câmeras foram obrigados a trabalhar quase deitados aos pés de John e Paul. Essa precariedade para realizar tomadas fica visível no filme, em prejuízo das aparições de George Harrison & Ringo Starr. Havia uma 'parafernália' de fios e de equipamentos espalhados pelo local. As ligações e conexões foram providenciadas pela turma de Michael Lindsay-Hogg e pela equipe comandada por Mal Evans. Mal e Tony Bramwell se responsabilizaram por montar o equipamento dos Beatles, que então dispensara as caixas Vox. Os retornos de som agora eram belíssimas caixas Fender valvuladas. E não houve passagem de som a não ser na hora em que as gravações iriam rolar.

Quando as câmeras foram ligadas no final da manhã daquele dia trinta de janeiro de 1969, John, Paul, George & Ringo subiram ao teto para o que desse e viesse, sem saber exatamente o que aconteceria posteriormente. Iriam tocar e pronto. E não subiram sozinhos. As novas músicas exigiam a presença de um competente tecladista e pela primeira e única vez numa apresentação pública (ou quase pública) os Beatles tocavam com um quinto músico entre eles, Billy Preston, que por sinal, estava participando das gravações nos estúdios Apple desde o dia vinte e dois passado (1969).

O comportamento dos quatro Beatles lá em cima não foi exatamente o de quem realizava um concerto. Nem poderia ser diferente. Eles estavam naquele telhado para uma filmagem. Pareciam inicialmente tensos e trabalharam o tempo todo em benefício das câmeras de Lindsay-Hogg, sem preocupação com o público, que por sinal, não pôde vê-los naquele dia, apesar da aglomeração que se formou diante da Apple. Com o andamento da apresentação o destaque foi a alegria de John Lennon, com suas piadas, tiradas sarcásticas e a inclusão de paródias entre uma e outra canção. Ringo também parecia relaxado, além de tocar com grande precisão. George Harrison é enquadrado quase todo tempo muito sério, sisudo, mas tocando sua Telecaster Rosewood com destreza e uma velocidade incomum se considerarmos seu estilo.

Como o que estava rolando no teto da Apple era uma filmagem, foi necessário repetir algumas canções em busca da perfeição. Get Back, por exemplo, foi tocada quatro vezes, com o objetivo de ajustar o som e produzir 'best takes' para a melhor tomada de imagem possível. A Apple/EMI instalou um equipamento multi track para registrar todo o áudio para a história. Mas nem tudo o que rolou lá em cima teve registro profissional. Em nome da preservação histórica pela passagem dos 40 anos do Rooftop Concert, a coluna Pop Go The Beatles detalha passo a passo os quarenta e dois minutos que marcaram a última ocasião em que o quarteto THE BEATLES se apresentou ao vivo.


Thursday 30 JanuaryApple Corps (Roof) London- Metade do material filmado e gravado no teto da Apple foi parar no filme Let it Be. As versões de I've Got a Feeling, Dig a Pony e One After 909 foram editadas e incluídas no LP/CD Let it Be.

SETTING UP O primeiro som que se ouve quando o multi track começa a gravar no alto do teto da Apple é o da voz de Michael Lindsay-Hogg. O cineasta ordena: 'all cameras take one' ao tempo em que os Beatles sobem, ajustam instrumentos, Ringo reclama com Mal Evans de ter montado do lado errado uma parte de sua bateria... e a magia está para começar. Antes, entretanto, os gravadores Nagra conectados às câmeras A e B captam Lindsay Hogg informando na linha interna que a gravação começaria pelo rolo de fita número 560-E. Ele também instrui os operadores das quatro câmeras para ligar os equipamentos simultaneamente.

GET BACK (rehearsal 1) O multi track não 'pega' o primeira versão de Get Back, que dura pouco tempo, tão somente para ajustar os equipamentos. O trecho é gravado a distância, capturado pelo microfone de um dos gravadores Nagra (não exatamente os conectados às câmeras A e B). Não consta nos rolos gravados profissionalmente. Seguem-se ruídos de afinações de guitarras, vozes dos Beatles e dos técnicos trocando instruções, etc.

GET BACK (rehearsal 2) Multi track ligado. Michael Lindsay Hogg avisa que aquele será o take um e os Beatles mandam ver. A voz de Paul está em primeiro plano, em single track sem a segunda voz de John, que parece mais preocupado com o solo. Na segunda parte ele participa dos backing vocals. Esta versão é considerada 'ensaio'. No encerramento, aplausos educados são ouvidos da parte dos técnicos e dos privilegiados que estavam lá em cima, pertinho dos Beatles. Paul pisoteia um grilo saído debaixo das tábuas e murmura alguma coisa sobre Ted Dexter, um músico famoso na Inglaterra. John brinca afirmando que a banda tinha um pedido musical para atender da parte de 'Martin Luther'.

I WANT YOU (She's So Heavy) Sons de afinação de guitarras são ouvidos e uma linha ou duas da introdução dessa faixa é escutada. Não consta do multi track.

GET BACK (take 01) Esta versão de Get Back é melhor executada que a anterior (rehearsal 2). Michael Lindsay Hogg utilizaria pedaços das duas para editar a versão que vemos no filme. No final da canção John diz: 'atendendo ao pedido de Daisy Morris e Tommy'.

DON'T LET ME DOWN (take 01) A versão ficou tão boa que foi para o filme sem retoques. Soberba interpretação. No áudio dos Nagra disponíveis na pirataria é possível ouvir as vozes de Paul e John bem cruas.

I'VE GOT A FEELING Mais uma interpretação magistral aproveitada integralmente no filme e no disco Let it Be. Ao final John diz: 'oh my soul...(ouvem-se aplausos) e ele conclui afirmando...'so hard'. George faz vocalizações ao longo da faixa. Há uma interrupção para afinação de instrumentos e trocas de instruções. Ouvem-se gritos e breves discussões de John, Paul e Michael Lindsay Hogg.

ONE AFTER 909 (snippet) Começa com o teclado de Billy Preston enquanto Lindsay Hogg ordena que as câmeras se preparem para a gravação. Esse trecho dura apenas dezessete segundos.

ONE AFTER 909 (take 01) Estupenda versão com show particular de George Harrison na guitarra solo. A gravação é utilizada no filme e aproveita inclusive o trecho sarcástico em que John canta uma linha de Danny Boy (Oh danny boy, the pipes, the pipes are calling) antiga canção de 1913, composta pelo advogado Frederick Weatherly e originada de um trecho do hino da Irlanda, Londonderry Air. Este take de One After 909 também foi selecionado para os discos Let it Be e Get Back (não lançado).

DIG A PONY (rehearsal) Enquanto novas afinações de instrumentos são feitas, ouve-se George Harrison ensaiando a introdução e o solo de guitarra. É possível ouvir pelo equipamento profissional multi track o pedido de John pela letra da música. No filme há uma cena de um assistente ajoelhado com uma prancheta apontada na direção de John Lennon

DIG A PONY (take 01) A canção começa com um false start e uma contagem (one, two, three... one, two three). A introdução e o encerramento da faixa onde eles cantam, 'all I want is you' foi 'limada' pelo produtor Phill Spector para o disco Let it Be, aparecendo de forma integral no filme.

GOD SAVE THE QUEEN A banda pára. Novos ajustes de equipamentos e do instrumental são feitos, enquanto se ouve discussões. O cineasta Michael Lindsay-Hog troca rolos de filme em suas câmeras, além de distribuir ordens aos técnicos. A fita do multi track também precisou ser trocada nesse trecho. Enquanto o segundo engenheiro Alan Parsons (aquele do Alan Parsons Project) fazia o serviço, um trecho de God Save the Queen foi tocado. Aparece integral nas fitas dos Nagra e como um mero fragmento na nova fita do multi track.

I'VE GOT A FEELING (take 2) Começa com trechos dos acordes nas guitarras, enquanto se ouve Paul conferindo a afinação do baixo. A versão foi tentada como alternativa em relação à primeira, mas não entrou no filme. John erra a letra. É possível perceber que foi tocada de forma despretensiosa. No encerramento John brinca com um trecho de Pretty Girl is Like a Melody, hit do ano de 1946 na voz de Irving Berlin. Ouve-se ainda brevíssimo acorde de Get Back. Esta gravação foi usada no álbum Let it Be...Naked (2003), mas inclui ouverdubs do take um e de outras versões desta mesma composição gravadas em estúdio.

DON'T LET ME DOWN (take 2) Também foi gravada como 'garantia' a pedido de Michael Lindsay Hogg. Não foi usada no filme nem no disco Let it Be, mas aparece de forma editada em Let it Be...Naked. Imagens inéditas da filmagem desse take são usadas num promo vídeo distribuído por ocasião do CD 'Naked' em 2003.

GET BACK (take 02) Já com a presença da polícia pedindo que a gravação fosse encerrada eles tocam a quarta versão de Get Back (esta gravação foi lançada oficialmente no terceiro volume da série Anthology, em 1996). Antes Paul comenta: “você está tocando nos telhados novamente, mesmo sabendo que sua mãe não gosta. Ela vai acabar vendo você preso”. Neste take as caixas de retorno de John e George são desligadas, o que leva Paul e Ringo a 'segurarem' sozinhos o trecho inicial da canção no baixo e na bateria. O fechamento se dá com a clássica frase de John: “I'd like to say thank you on behalf of the group and ourselves and I hope we passed the audition”.


- Entre sete e dez da noite daquele dia 30 de janeiro de 1969 o engenheiro Glyn Johns mixou gravações (inclusive as tocadas no teto da Apple) no Olimpic Sound Studios do jeito que quis, trabalhando sozinho. No dia seguinte entregou acetatos aos Beatles com o resultado do trabalho.

- Dois promo films para get Back e Dont Let me Down foram preparados com o objetivo de promover um dos últimos singles lançados pelos Beatles. Em ambos, imagens dirigidas por Michael Lindsay-Hogg, mas de ângulos diferentes dos mostrados em Let it Be - e capturados no rooftop - foram utilizados.

- Virtualmente tudo o que aconteceu no telhado da Apple durante aqueles quarenta e dois históricos minutos do dia 30 de janeiro, uma terça-feira por volta do meio-dia, estão preservados em filmes e em áudio. Reafirmo minha opinião pessoal: esse material devia ser lançado integralmente em DVD (com as canções repetidas e tudo) numa edição luxuosa e recheada de extras do filme Let it Be.

- No dia 31 de janeiro as filmagens de Let it Be chegaram ao fim, assim como o conturbado processo de gravação do futuro disco. A faixa título e The Long and Winding Road foram finalizadas na ocasião e dali em diante - pouco mais de um ano depois - era anunciado formalmente o fim dos Beatles. E de uma era.
CLÁUDIO TERAN ccsteran@yahoo.com.br

FONTE: SITE BEATLES BRASIL - http://www.thebeatles.com.br/

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

EPISÓDIO 37:Taxman / Eleanor Rigby

Taxman / Eleanor Rigby: The Beatles são assaltados enquanto transportam toneladas de dinheiro ao banco, e sonham com os dia de Robin Hood; Um bando de crianças alegão de que uma senhora idosa chamada Eleanor Rigby é uma bruxa, e o grupo diz- lhes a verdadeira história de Eleanor sobre como uma canção.
Sing Along:
Got To Get You Into My Life / Here, there and Everywhere




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM!!!

HAPPY BIRTHDAY TO ME - cantado pelo meu ídolo maior


Birthday

The Beatles

Composição: Lennon / McCartney

Birthday

Aniversário



They say it's your birthdayVocê disse que é seu aniversário
It's my birthday too, yea É o meu aniversário também, sim
They say it's your birthday Eles disseram que é seu aniversário
We're gonna have a good time Nós teremos um ótimo dia
I'm glad it's your birthday Eu estou alegre por ser seu aniversário
Happy birthday to youBridge Feliz aniversário para você


Sim, nós vamos pra festa, festa

Sim, nós vamos pra festa, festa

Sim, nós vamos pra festa, festa


Eu gostaria que você dançasse (aniversário)

Dê uma cha-cha-cha-chance (aniversário)

Eu gostaria que você dançasse (aniversário)

Ooo, dance, sim

Eu gostaria que você dançasse (aniversário)

Dê uma cha-cha-cha-chance (aniversário)

Eu gostaria que você dançasse (aniversário)

Ooo, dance, sim


Você disse que é seu aniversário

É o meu aniversário também, sim

Eles disseram que é seu aniversário

Nós teremos um ótimo dia

Eu estou alegre por ser seu aniversário

Feliz aniversário para você

Feliz aniversário para você


Yes
We're going to a party, party
Yes
We're going to a party, party
Yes
We're going to a party, party


I would like you to dance
(Birthday)
Take cha cha cha chance
(Birthday)
I would like you to dance
(Birthday)
Oh, yea


Yes
We're going to a party, party
Yes
We're going to a party, party
Yes
We're going to a party, party


They say it's your birthday
It's my birthday too, yea
They say it's your birthday
We're gonna have a good time
I'm glad it's your birthday
Happy Birthday to you

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

'Rock band' transforma história dos Beatles em clássico interativo

Foto: Divulgação

Jogo muda pouco em relação à tradicional série 'Rock Band'. Mas é suficiente. (Foto: Divulgação)

Quando o jogo “The Beatles: Rock band” foi anunciado oficialmente em 30 de outubro de 2008, fãs de games musicais e beatlemaníacos se dividiram em dois grupos: o primeiro tinha a certeza de que o jogo seria um sucesso absoluto. Já o segundo, embora acreditasse que o poder do nome “Beatles” fosse suficiente para garantir as vendas, temia que a versão interativa não estivesse à altura da história de John, Paul, George e Ringo.


Um ano depois, esse temor já pode, enfim, se dissipar. “The Beatles: Rock band”, que o G1 teve a chance de experimentar na semana passada e que será lançado nesta quarta-feira (9) em diversos países do mundo (o Brasil ainda deve esperar pelo menos até o próximo dia 18), atinge o objetivo de transpor a saga da banda de rock para o universo dos videogames.

É um produto cultural feito com um capricho ímpar, que agradará aos fãs dos Beatles e, ainda mais importante, será capaz de introduzir a saga do grupo – considerado por muitos o maior e mais influente de todos os tempos – nos anos 60 às novas gerações.


Para contar a história dos Beatles, os produtores utilizaram, com algumas alterações, a já consagrada plataforma "Rock band" – que herda também características de sua série concorrente, “Guitar Hero”. Nas guitarras de plástico, basta apertar os botões indicados na tela e “tocar” na hora certa. Na bateria, idem. Quem canta, além do tempo, precisa manter o tom correto. E, pela primeira vez na trajetória da franquia, é possível cantar em até três vozes, fazendo jus às harmonias vocais características de algumas fases do Fab Four.


Foram feitas mudanças para deixar “Rock band” mais palatável para quem, atraído pelos Beatles, está estreando no mundo dos jogos. Não é necessário, por exemplo, enfrentar inúmeros desafios para destravar músicas: o repertório inteiro já está liberado desde o início no modo Quick Play. Também é possível jogar descompromissadamente, sem correr o risco de falhar em alguma canção.

Opção estética

Mas, se não era possível revolucionar tanto na jogabilidade, a Harmonix investiu na narrativa e nos gráficos. E, em ambos os aspectos, merece ser louvada. É difícil lembrar de alguma obra multimídia que tenha conseguido utilizar tão bem a interatividade para contar uma história. E “The Beatles: Rock band” é exatamente isso: uma pequena ópera digital, com gráficos tridimensionais, fotos e vídeos históricos mesclados à sensação de estarmos ali, nos palcos e nos estúdios, construindo a carreira lendária da banda de Liverpool.


Apesar da opção estética por uma linguagem gráfica intermediária entre o realismo e o desenho animado, não há concessões: a riqueza de detalhes é impressionante, feita por gente que entendeu claramente o valor histórico do jogo. Lugares como o Cavern Club, em Liverpool, o cenário do programa de TV "Ed Sulivan show" ou o palco montado no Shea Stadium, em Nova York, estão ali, reproduzidos em perfeição. Pegue e compare o jogo a um vídeo qualquer gravado do show original, e se surpreenda ao notar que até os vincos da fita adesiva utilizada para segurar o microfone de John Lennon ao pedestal são exatamente iguais.

E é assim com a textura da madeira do baixo Höfner, de Paul McCartney, dos tijolos do topo da sede da Apple – onde os Beatles se apresentaram ao vivo pela última vez, em 30 de janeiro de 1969 – e até com as mechas do cabelo de George Harrison no canto do cisne da banda.

Lucy in the sky

Mas a melhor parte do jogo não está nos shows ao vivo, e sim nas músicas em que você acompanha os Beatles em estúdio. Enquanto você se diverte – ou se esforça, dependendo do nível de dificuldade – para tocar a canção, é surpreendido por cenários oníricos que fazem referência à música.

Preste atenção em “Lucy in the sky with diamonds”: depois de alguns minutos de passeio por um caleidoscópio lisérgico, os quatro integrantes da banda subitamente “acordam” ao final da música, como se não tivessem entendido completamente o que acabara de acontecer.

Já a "viagem" de "I am the walrus" inclui os quatro integrantes vestindo roupas de animais como as que aparecem usando na capa do disco "The magical mistery tour".

Intocáveis

Não é fácil achar um ponto negativo em "The Beatles: Rock band", mas os jogadores mais experientes da série poderão sentir falta de ao menos dois recursos das encarnações anteriores do jogo que foram limados nesta. A alavanca de tremolo e os pedais de efeitos da guitarrinha de plástico, que permitiam ao jogador imprimir seu "estilo" em algumas passagens da música, não alteram em nada a sonoridade da canção. O mesmo vale para os rolos de bateria: se nos primeiros "Rock band" eles também eram livres em certos trechos das canções, na versão "Beatles" eles não podem ser executados.

As limitações, contudo, não surpreendem quem acompanha as notícias sobre quaisquer tentativas de reeditar ou alterar uma única vírgula no legado musical dos Beatles. Quando não são os próprios integrantes - ou suas viúvas - a vetar as intromissões, são os próprios fãs mais radicais que reclamam por se mexer nos cânones do grupo. Estes, portanto, não devem se incomodar tanto com a impossibilidade de improvisar sobre as canções - ao contrário, talvez achassem uma heresia poder fazê-lo.

Pecado ainda maior, aliás, seria poder vaiar os Beatles em pleno palco. Pois o recurso, que entrava em cena nas versões antigas do game sempre que o jogador falhava em sua performance, também foi cortado deste.

Ou seja, os fãs vão acabar gastando ainda mais dinheiro eventualmente para comprar músicas extras e até álbuns inteiros da banda por download para jogar em seus consoles: a íntegra de "Abbey road" estará disponível a partir da segunda quinzena de outubro; a de "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" virá em seguida, em novembro, e "Rubber soul" chega em dezembro. No mundo dos videogames, o sonho dos beatlemaníacos ainda está longe de acabar.

Por fim, outro problema é inerente à limitação natural do jogo, e acaba sendo na verdade uma bênção para seus criadores: são 45 faixas disponíveis no disco (veja lista completa), o que faz com que muitos clássicos fiquem de fora.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,MUL1296782-9666,00-ROCK+BAND+TRANSFORMA+HISTORIA+DOS+BEATLES+EM+CLASSICO+INTERATIVO.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BEATLES CARTOON - EPISÓDIO 38: Tomorrow Never Knows/I've Just Seen A Face

Tomorrow Never Knows/I've Just Seen A Face: The Beatles cai em um poço e acabam no interior do mundo, com grande número de estrangeiros nativos. O chefe quer que eles casem com suas filhas, e eles começaram a fugir; Ringo acaba perdendo a voz. Para o tratamento, os seus três companheiros enviam Ringo para uma casa mal assombrada para trazer sua voz de volta.
Sing Along:
She Said She Said / Long Tall Sally





quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BEATLES CARTOON - EPISODIO 39: Wait/I'm Only Sleeping

Wait/I'm Only Sleeping: A namorada do Príncipe de Krapotkin está em grave perigo. Os Beatles estão prontos a ajuda-lo para salvá-la do primeiro-ministro que quer casar com ela. John narra a história de um casal de filhos. Então ele dormem e sonham ajudando o rei Arthur e Merlin matar o dragão. Ele e seus companheiros cantam para fazer o dragão dormir.
Sing Along:
Penny Lane / Eleanor Rigby